eu queria que ele tocasse uma música só para mim...
eu queria que me desse uma rosa bem vermelha do jardim, naquele dia que já passou...
eu queria uma carta escrita a mão, em uma folha de papel amarelada para me relembrar dos velhos tempos que não vivi...
eu queria uma poesia feita em um rascunho no cantinho do papel...
é tão simples, eu só queria as coisas mais simples que me fariam muito feliz se acontecessem.
Mas como posso ser tão egoista.. se você não quer, como posso querer? Então penso que nossos amores, mesmo sendo nossos amores nem sempre são as pessoas quais vamos estar apaixonados o resto da vida... Independentemente o amor é mais importante.. e sei que sempre vou te amar.
(Ellen Caroline)
quarta-feira, 13 de junho de 2012
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Afinal, a luta não é a mesma??
"Se lutar é preciso, lutaremos! O que não se pode é perder a sensibilidade do porque lutamos! É fundamental que nossos princípios sejam guiados pelo bem maior que é a luta de classes, e jamais pelas convicções pessoais: do que cada qual acha que é melhor! O respeito pelos companheiros é essencial, pois nessa luta estamos para somar e não desconstruir... Dessa forma, penso que, a realidade é fato, a contradição entre capital x trabalho existe e é expressa diariamente na vida de um povo que sofre e vive essa desigualdade... O que nos resta é travar uma luta unica, guiada pela causa, apenas pela causa!!!!!!!!!!!!! "
(Ellen Caroline)"
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Onde está nossa primavera?
modalidade de Discurso / Técnica utilizada no curso de Retórico com Prf.º Saut - CREIA
Tenho
a alegria de lhes trazer o pensamento de um magnífico poeta, afinal, mais do
que isso, o maior revolucionário da América Latina. Ernesto Che Guevara lutou
pela causa movido por sentimentos de amor, e em meio suas caminhadas, nos
deixou pensamentos, que se tornaram inspiração para os que acreditam em uma
sociedade mais justa. Ele afirma que “os
poderosos podem deter uma, duas, ou até três rosas, mas jamais conseguirão deter
a primavera”.
Este
pensamento reafirma a força do povo. A luta social deve estar calcada na utopia
de cada revolucionário, contudo, estes devem construir a revolução juntos,
através da coletividade. Não basta um querer individual, afinal, a burguesia
tem boas ferramentas para se manter no poder e cooptar a população. Por tanto,
o que nos cabe é proliferar a ideia do bem comum, para que o povo lute por seus
interesses e acredite no potencial desta luta. Um operário sozinho não faz
greve, no entanto, toda uma fabrica parada, dá prejuízos ao patrão. É
preciso que todos abarquem esse sentimento de mudança, que sintam essa vontade
pelo bem comum. Pois que, se queremos uma justa distribuição de renda, acesso a
saúde, a lazer, se pensamos na educação para todos, na defesa de direitos
humanos e ambientais, temos que ter a plena consciência que só o ocorrerão com
um novo modelo societário, esse modelo será vigente apenas no dia que o povo
tomar consciência de sua importância e por ele revolucionar, ações isoladas não
mostram resultado. Caso
continuemos com o sistema capitalista, teremos apenas retrocessos, pois guiado
pela lógica neoliberal, o Estado vai continuar privatizando os serviços
públicos; a educação nunca será de acesso a todos; a criminalização irá
proliferar por falta de opção; caso não façamos nada para mudança continuaremos
assistindo de braços cruzados a guerra que é o cotidiano de nosso povo, com
péssimas condições de trabalho e baixos salários; com crianças passando fome,
sem acesso a moradia e lazer. Impossível?
Isso é o que a hegemonia fala. A verdade é que quando o povo organizado entra
em cena, eles se sentem ameaçados. Há quem diga que não. Mas então questiono,
se não é verdade porque usam da repressão quando o povo vai para as ruas? Por
que tivemos ditadura militar? Bom, se a coletividade não tivesse força,
certamente não teríamos a revolução francesa, em torno de 1700, onde os
burgueses – na época explorados pelos feudais, travaram uma luta que os tirou
da condição de explorados. Se a maior arma contra o capital não fosse o povo,
com certeza a Comuna de Paris não teria acontecido - os proletários não teriam
tomado o poder de um país. Leonardo
Boff, quando lutou pela teologia da libertação, era um ser
questionando a igreja. Posteriormente a teologia da libertação se tornou um
movimento, e certamente se todo o clero tivesse com ele no início de sua luta,
ele não teria sido expulso da igreja. Concluo
meu discurso na esperança de que todos reflitam sobre essa força que é o povo,
e para instigar o pensamento de possíveis revolucionários, trago Karl Marx,
qual afirma que “uma ideia torna-se força material, quando ganhamos as massas
organizadoras”.
(Ellen Caroline Pereira)
(Ellen Caroline Pereira)
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Descoberta
"Então quando os olhos relutarem, enxergaremos que nada pode ser mais belo que a descoberta...
Descoberta? ... de um singelo sorriso, incrivel beijo, instigante fala, inquietante movimento!
Talvez seja essa a trama mais fantástica da vida, não o sabemos porque, mas estamos sempre em processo de descoberta! E poder descobrir no outro o alimento para seus saberes, é algo magnifico"
(Ellen)
Impotência do humano
Me vejo tão estagnada diante dos sonhos ..
De todas as angustias a maior delas é ter a sensação de ter nascido no lugar e tempo errado
Isso é tão forte que seria capaz de largar as condições mais exatas que me cabem para buscar algo que nem sei o que é, mas que existe....
Buscar algo para completar um eu que nem existe diante de uma utopia tão flagelada... talvez seria a experiência mais absurda, no entanto, a única que acalmaria a fúria de vontades existentes neste humilde ser!
Cotidianizar...
Mesmo que não falem, eu preciso ouvir!
“Medo, medo de que esta
causa seja apartada,
Sonhos se respingam pelas
paredes de um quarto...
Eles não ultrapassam essas
pinturas cheias de frestas...
A utopia então se esbarra
neste pequeno espaço...
Que de tão grande o sonho,
se torna tão pequeno...
Uma única vontade: ver as
crianças de nosso amado
País sorrindo
incessantemente....
Ver os adolescentes fazendo
história...
Porque é esta uma causa que
me comove tanto?
Talvez por ter sido criança
e quem sabe uma eterna adolescente...
E novamente as lembranças
retornam, e eu fico aqui, paralisada, sem saber por onde começar, nem por qual
meio fazer...
Mas o sonho está bem ali...
No cantinho do chão, no
cheiro do travesseiro, no calor da colcha...
Sonho que permeia as veias e
faz pulsar o coração, tão distante e tão perto ao mesmo tempo...
A razão não existe, mas as lágrimas correm quando penso
que em qualquer canto do País, neste exato momento, alguém chora por socorro,
pois ainda não sabe gritar...
Tão pequenos que nem falam,
tão pequenos e já sofredores.”
(Ellen Caroline Pereira)
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