terça-feira, 19 de maio de 2015

Um poema pra ti


Tu
Leve e intenso
Desperta o que há de mais sensível em mim
Provoca um turbilhão de emoções
Único capaz de abrandar!

Sempre que se vai carrega um pouco do que sou
Sempre que chega me deixa um tanto de si!
Estranho esse jeito de sentir por ti.

Sobrancelhas erguidas para me proteger do que gostaria de te dizer
Sentimentos dispersos para não notares que senti

Sempre sei que hora ou outra tu te vai
Mas nunca se chegarás.

O que sinto por ti é tão solto quanto esses versos
Tão forte quanto teu olhar
Livre igual meus sonhos
Tão bonito quanto teu sorriso
Sincero quanto nossas noites!

Espontâneo quanto meu e teu eu!

(Ellen Caroline)

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Gosto dos poemas


Gosto dos que leio
Dos que me causam
Que me decifram
Me entendem!

Gosto de pessoas
Pessoas que são poemas
Que fazem poemas
sentem poesias!

Gosto de momentos
Momentos que me fazem ser poemas
Que me causam o surto poético.
Que me permitem escrever poesia!

Poemas expressam os ápices do sentir
Bons ou ruins dias - sempre poemas
Pessoas que me oferecem alegria ou nostalgia
Sempre poesias!

(Ellen)

Sem querer

Eu agarro um respiro pelos ares

Sufoco até ele sonorizar pelo corpo

No intento de voltar perco-me em sonhos

Os olhos atravessam o não permitido

A bagunça se organiza

A noite jamais termina

A saudade nunca começa

Na procura de viver

A alegação do não-querer

(Ellen Caroline)

domingo, 19 de abril de 2015

Sensibilidade

Se perderes de vista a causa que te faz cotidianamente caminhar
Se te perceberes apático às coisas do mundo
E se te defrontares com a falta da lágrima ou do sorriso
Perceba: algo aconteceu contigo!

Se te deparares conformado com a injustiça
Se te sentires confortável com a desigualdade
E se te reconheceres do outro lado
Perceba: algo fizeram contigo!

Se apenas a individualidade te causa ânimo
Se não consegues se reconhecer no outro
E se algum dia estivesses deste lado
Resgate tua sensibilidade.

o não-poema


Pela ousadia de não mais deixar-me te decifrar no papel
Por abandonar minha nostalgia e sair perdido em versos que não resgato
Pego o apanhador de sonhos para ver se te recupero
Mas não queres!
Assim tu te vai
Segue mesmo sem ter nascido
Desenha na frustração de uma noite chuvosa
Te recrias, quem sabe até te encontras
Eu tampouco sei, pois não pude te conceber
Segues perambulando, te perdes entre uma letra e outra
Uma sintonia te bastaria
Mas já não posso te oferecer
Assim se vai o meu poema, que não criei
Mas o que são os poemas senão a ousadia de ser?!

(Ellen)

domingo, 1 de março de 2015

Noite vazia [de número três]

são quase sempre tão iguais,
arrancam as energias
potencializam as angustias
estremecem o sorriso
abalam os sonhos
surtam o coração

Contradição
Reflexionam as fraquezas
Resgatam a história
Buscam racionalidade
Abarcam a sensibilidade
Constroem outras possibilidades.

Intermináveis
Nostálgicas
Reduzidas
Bonitas

Noites Vazias de Noites
Vazias de noites
Noites de
Noite vazia

A dialética já dizia!.

(Ellen C.)



segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Aos camaradas, companheiros de luta!

Encontro de mim um tanto só:
A nitidez do in-nítido
A lucidez do in-lucido
A loucura da sanidade
Talvez a insanidade da idade!

Um pouco do que ficou pela travessa
Muito do que deixei lá no que chamam de 20 
Um resto do que perdi da semana passada
Uma estufada de peito do riso que se foi 
na próxima noite.

Perco de mim um tanto junto:
O medo das armas que apontam 
A tristeza pelos não convictos
A angústia pelo não sabido
A destreza do não-grito!

A ansiedade pelo não visto
A imaturidade pelo não pensado
A saudade pelo não vivido.

Para perceber que só, eu encontro um eu menos preenchido
Para a alegria de junto, encontrar um eu coletivo que se confunde dialeticamente
com esse projeto tão bonito!