domingo, 21 de abril de 2013

só comentário

quando penso na tragédia de Sta. Maria, me pergunto até quando os interesses do capital vão continuar destruindo vidas? Uma boate estar aberta com irregularidades, como sabemos que ocorre em inúmeros estabelecimentos do país, não representa nada mais que os interesses do capital, onde o lucro está acima de tudo, até mesmo da segurança das pessoas. Bom, isso não envolve apenas os donos de estabelecimentos, envolve as empresas de bebida, de alimentação, envolve agronegócio, multinacionais... faz parte desse complexo que forma a realidade em um mundo capitalista. :( Muito triste, não existe mais limite....

A parede

No desfecho da chuva, imagino uma única parede, seria essa vermelha e branca para representar a esperança e a luta. Estaria ali, em qualquer lugar dos quatro cantos que me permitisse pensar para além do que fui capaz de o fazer até agora... e aí sim, dizer novamente o que já sei, não existe outra opção senão a luta junto e enquanto classe trabalhadora. E por hoje seria só, pois meus anseios poetas só ultrapassam a vontade de escrever no mundo o desejo de uma sociedade justa.

(Ellen Caroline)

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

des-mera contradição


Quanto mais nos aproximamos do que pensamos ser o essencial, percebemos que são meramente essenciais as coisas qual nos distanciamos para alcançar esse essencial, que passa a configurar mera rebeldia ao sentirmos necessidade de voltar a ser como um dia fomos para nos percebermos novamente e descobrirmos na revolta - mais uma vez - o quanto não podemos ser sozinhos. 

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Dúvida

Quanto mais nos encontramos nos perdemos.. e a contradição se perfaz nessas coisas tão simples e ao mesmo tempo tão importantes! Hoje, cheia de vontades de fazer diversas coisas que nem tenho vontade.. ainda assim nesse complexo de complexidades me encontro num toque do desencontro e percebo que nada sei dessa realidade.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

exagero



daí eu pensei que ainda pudesse ser incessantemente a pessoa que mais te amaria

e acreditei que as palavras fossem apenas versos, simples de serem recitados

e sonhei com aquilo que nem fui capaz de sentir, mas só pra entender o sabor do sentido

então deparei-me com algo estranho que não era nem eu, nem você, nem ninguém...

deparei-me com a crueldade do mundo que vivemos.

Perco-me


Ao me enlouquecer com aquela dose
Serei eu tão insana ou o local qual habito tão inconsequente?
E arrasto as frustrações por um cordão de ferro
Para ter a plena certeza que não me fugirão
Sigo desolada pra um lugar que não existe, mas eu sei que me espera
Então as lágrimas decorrem de coisas estranhas, e os podres sentimentos enaltecem cada vez mais...
Sou eu apenas mais uma no meio de algo que chamam de sociedade

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

a poeta


A poesia se perdeu em lábios que não conseguiram dizer,
Antes mesmo que ela nascesse houveram dúvidas e angústias...
Estas a fizeram tão inerte que foi impossível subscrevê-la,
E hoje, de um poema que não existe, de uma dúvida presente, de angústias constantes,
e inquietações expressas no olhar do povo brasileiro...nasce o único sentimento que teria surgido da tão sonhada poesia.
Entre linhas não foi possível subscrever toda pretensão de justiça impregnados em quem pensou no verso, porém, sem começar ela termina por dizer que “quando a causa está para além dos interesses egoístas de um sistema capitalista e  calcada na luta por uma sociedade de justiça, aí sim, vale a pena viver”.