quarta-feira, 23 de abril de 2014

Desencontro


Parece que o que sinto arranquei do coração e escorre pelas mãos,

escorre entre os dedos, como uma lágrima que vai 
Mas as vezes volta,
Volta maior, mais bonito, mais intenso
Parece que me perdi entre mim mesma e já não posso me encontrar
Sinto que fui e não voltei
Sinto também que voltei, mas não fui
Percebo que tudo se perde
Vejo que tudo se encontra
No desencontro perco a direção
E já não sei para onde caminha meu coração

domingo, 13 de abril de 2014

Busco


Busco algo que não encontro
E continuo a procurar
Mas o que é?
Mas o que há?
Busco entre os olhares
Entre os pares
Entre os des-pares
Eu continuo a buscar
Entre as folhas
Entres os grãos de café
Busco um eterno amar
Um eterno não encontrar
Um jeito de revolucionar
Busco, 
E na simples busca sinto que o mundo pode mudar. 
e exige um muito mais que um buscar

(Ellen)

domingo, 25 de agosto de 2013

Amor é COMUNismo

Os corações são tão vermelhos que nem conseguimos identificá-los de outra cor se não essa que nos afugenta e acalma, nos desperta e nos aperta
É algo tão grande que nem nos cabe
É tão grande que não cabe dentro de mim
É um acreditar menos ingênuo e sempre tão real
É um possível, é um igual
A gente pulsa no mesmo ritmo
A gente grita no mesmo tom
A gente abraça no mesmo aperto
A gente sente na mesma mão, no mesmo corpo, nos mesmos pés
Vamos traçando um caminho que não é meu, nem seu... é nosso!
Aí você descobre que o nome do “nosso” é o amor
Percebe que gritar por igualdade e fim da exploração corresponde ao sentimento mais lindo e mais puro, o AMOR

É o amor que nos move, não são desejos individuais... é o amor, é a ele que atribuímos o nosso ser comunista. 

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Vermelhos, copos, plástico



Ele é vermelho
Parece frágil, porém, mais forte que o papel
Ele é vermelho,
Parece que não, mas tem tantos deles que assim acredito em revolução. 
Há quem tenha me dito copos “vermelhos da revolução de plástico”
Mas eu prefiro acreditar que são os copos de plástico da revolução vermelha

(Ellen)

domingo, 16 de junho de 2013

A Juventude que ousa Lutar

Aos que jogaram flores
Àqueles que caíram, mas para isso levantaram-se
Àqueles que ainda lutam
Aos que lutaram e deixaram seu legado
Àqueles que são capaz de se indignar...
Inertes? Não!
Juventude, luta!
Juventude grita!
Juventude questiona!
Aos que foram capaz de desconstruir o que estava colocado como uma regra, uma ordem...
Aos que nos disseram: é possível
Àqueles que acreditam
Não existe opção, é lutar ou lutar.
Aos companheiros feridos, aos camaradas presos...
Certeza não!
Apenas uma compreensão a partir do materialismo-histórico-dialético
De que revivemos no país os reflexos de uma democracia que nunca foi conquistada...
Ou melhor, o reflexo de uma democracia burguesa...
O que nos cabe?

Sermos protagonistas da história!

(Ellen Caroline)

quarta-feira, 5 de junho de 2013

a gente sente

Como diz minha grande amiga Ingrid “acho que a gente meio revolucionário vive tudo muito intensamente”... 
Assim me parece ser, e aí a alegria que era simples, é muito mais que a simplicidade dela mesma...
A dor idiota parece a angustia mais profunda que você já teve, mesmo sabendo que já viveu coisas bem piores... mas naquele momento você sente bem mais do que deveria sentir.
E aí quando você ama, é de corpo e alma, e quando vê que não está sendo capaz de fazer isso, entra numa puta crise, por não amar do jeito que deveria ser, mesmo que no dia seguinte você assim o faça.
Me parece que o sorriso, a canção, a literatura, é tudo em dobro.. tudo transborda
Abraçar se torna condição de existência...
E você daria tudo para ter ao seu lado sempre aquelas pessoas que contribuíram pro teu processo... que instigaram a pensar... a construir, a querer ser...
A sinceridade é sempre ela, e você fala tudo sobre sua vida pra alguém que nem conhece, mas que tem como companheiro... correndo o risco de ser rotulada depois de uma conversa, ou não, pois você também corre o lindo risco de encontrar verdadeiros companheiros
A gente que é assim, não sei, mas é assim...
E aí qualquer movimento, mesmo que não o seja se torna uma traição que nunca existiu....
Viver intensamente os sentimentos é bom em quase todos os momentos, mas ao mesmo tempo, te devora tanto por dentro... Tanto que você nem precisa dizer ao outro o que sente, pois o outro sempre sabe... é incrível
Que até queria chegar a uma conclusão sobre isso... mas não tem como, pois minha vida será sempre constante e inconstante, não tem como ser diferente, já descobri a merda que é o mundo, a lindeza que são as pessoas..
Não tem como retroceder, então nesse exato momento o que resta é curtir a dor intensamente, pois sei que logo poderei sorrir... e vai ser sempre assim, a negação da negação, a dialética.

(Ellen)

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Quando a gente se encontra...

(Ofereço esse humilde poema como gesto de carinho àqueles amigos que fazem parte de um sonho, este que é coletivo)


... quando a gente se encontra, ouço a música apenas no olhar...
No abraço candente, ela se transforme em sintonia...
Quando a gente se encontra as gargalhadas escancaradas superam o ridículo medo de um dia ter me sentido apenas só.
Ah, quando a gente se encontra...
Sinto a estranheza pelo mundo se completar a cada gesto...
Experimento algo tão único quanto a própria poesia
Quando nos encontramos, transborda o gosto de revolucionar...
Seja, no canto, no verso, na palavra, no sorriso, na dança, na loucura, sóbrios ou não...
Quando a gente se encontra é inusitado, curioso, singular e plural.
Nem sei quem tu és a partir de uma perspectiva que não importa... 
Mais tenho a sensatez de reconhecer em seu toque, mesmo que distante, que és o companheiro qual quero estar junto para lutar.

(Ellen)