Gosto de olhar pro lado,
Me impressionar com Che e Frida Kahlo
E com a vaidade dos poemas esparramados,
Com traços decifrados,
Que falam de viver nesse quarto.
Me agrada olhar a pilha ao lado
Tem um tanto do que quero aprender
E depois de confusa demasiada
Me deixa Neruda pra ajudar a entender.
Sinto prazer em olhar pra frente
Miro flores que lembram romances
Vejo o verde e sinto o sol
A lua e nenhum farol.
À esquerda: tudo que amassei e depois você.
O espelho que saca meu sorriso
Meu olhar sacana
E um gesto convencido.
Atrás?!
A cama bagunçada,
A vejo e a lembrança
das vezes que o corpo entra em chamas.
Deixo o cobertor
estirado, pra recordar do meu jeito depois da transa.
(Ellen Caroline)
sábado, 20 de junho de 2015
Muito prazer, dois poetas
Lençóis do
avesso
Se reviram
como a noite
Suspiros notados,
Olhos apagados
Cair no sono
acordado.
E delirar
enquanto os braços,
Clamam por
força e cuidado.
Fazer de
desentendida
E te
sacanear de desejo
Até o
próximo beijo,
Ou deixar de
ser comedida,
Já que tenho
a faca e o queijo.
Tá bem.
De um jeito
Disfarçado e
com suspiros
equivocados,
Te jogo pro
lado só pra sentir
O toque dos
teus passos.
Abraço teu
sonho e traço
Como minha
meta.
Sabe como é,
fazer amor com
poeta...
(Ellen Caroline e Thálion Mibielli)
domingo, 24 de maio de 2015
Mujer!!
Sua luta é também a minha!
Me pego cotidianamente na tua força para seguir
Me sinto leve como o vento no teu abraço
Forte como uma torrente do teu lado
Me pego cotidianamente na tua força para seguir
Me sinto leve como o vento no teu abraço
Forte como uma torrente do teu lado
Toda a coragem que tenho foi com você que construí
Os limites que superei contigo aprendi
Mais que mãe, és a
minha mulher guerreira.
Os limites que superei contigo aprendi
Mais que mãe, és a
minha mulher guerreira.
Se hoje os meus sonhos são coletivos
É porque na humildade do teu eu me permitiu olhar pro lado e perceber o outro.
Se hoje amo intensamente, é porque me proporcionasse essa intensidade
Se vivo a flor da pele é porque me destes a sensibilidade.
É porque na humildade do teu eu me permitiu olhar pro lado e perceber o outro.
Se hoje amo intensamente, é porque me proporcionasse essa intensidade
Se vivo a flor da pele é porque me destes a sensibilidade.
Se acredito em revolução é porque me mostrasse a falta de sanidade nessa sociedade!
Tu, toda poesia!
A revolucionária cotidiana.
O orgulho dos meus dias!
A revolucionária cotidiana.
O orgulho dos meus dias!
(Ellen Caroline)
terça-feira, 19 de maio de 2015
Um poema pra ti
Tu
Leve e intenso
Desperta o que há de mais
sensível em mim
Provoca um turbilhão
de emoções
Único capaz de abrandar!
Sempre que se vai carrega
um pouco do que sou
Sempre que chega me
deixa um tanto de si!
Estranho esse jeito
de sentir por ti.
Sobrancelhas erguidas
para me proteger do que gostaria de te dizer
Sentimentos dispersos
para não notares que senti
Sempre sei que hora
ou outra tu te vai
Mas nunca se
chegarás.
O que sinto por ti é
tão solto quanto esses versos
Tão forte quanto teu
olhar
Livre igual meus
sonhos
Tão bonito quanto teu
sorriso
Sincero quanto nossas
noites!
Espontâneo quanto meu
e teu eu!
(Ellen Caroline)
(Ellen Caroline)
quinta-feira, 7 de maio de 2015
Gosto dos poemas
Gosto dos que leio
Dos que me causam
Que me decifram
Me entendem!
Gosto de pessoas
Pessoas que são poemas
Que fazem poemas
sentem poesias!
Gosto de momentos
Momentos que me fazem ser poemas
Que me causam o surto poético.
Que me permitem escrever poesia!
Poemas expressam os ápices do sentir
Bons ou ruins dias - sempre poemas
Pessoas que me oferecem alegria ou nostalgia
Sempre poesias!
(Ellen)
Sem querer
Eu agarro um respiro pelos ares
Sufoco até ele sonorizar pelo corpo
No intento de voltar perco-me em sonhos
Os olhos atravessam o não permitido
A bagunça se organiza
A noite jamais termina
A saudade nunca começa
Na procura de viver
A alegação do não-querer
(Ellen Caroline)
Sufoco até ele sonorizar pelo corpo
No intento de voltar perco-me em sonhos
Os olhos atravessam o não permitido
A bagunça se organiza
A noite jamais termina
A saudade nunca começa
Na procura de viver
A alegação do não-querer
(Ellen Caroline)
domingo, 19 de abril de 2015
Sensibilidade
Se perderes de vista a causa que te faz cotidianamente
caminhar
Se te perceberes apático às coisas do mundo
E se te defrontares com a falta da lágrima ou do sorriso
Perceba: algo aconteceu contigo!
Se te deparares conformado com a injustiça
Se te sentires confortável com a desigualdade
E se te reconheceres do outro lado
Perceba: algo fizeram contigo!
Se apenas a individualidade te causa ânimo
Se não consegues se reconhecer no outro
E se algum dia estivesses deste lado
Resgate tua sensibilidade.
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