Trabalhadora é assim,
Passa desapercebida
[...] Nas ruas [...]
Carrega nas várias sacolas
As dores de uma vida
Em uma delas a nostalgia dos abandonos
Noutra, as lembranças da infância sofrida
A mais pesada, a do machismo que a persegue
em todas as esquinas
No carrinho de mão a exploração,
juntado a toda a opressão
Trabalhadora é assim,
Com as sacolas cheias continua a caminhar
Passos firmes,
Olhos erguidos
Braços falidos
Abraços ainda aquecidos
Trabalhadora é assim,
Com as sacolas cheias continua a caminhar
Dentre elas algum sonho perdido,
Ao chegar em casa fica no fundo a procurar
Talvez de algum filho se formar
Ver o neto aniversariar
no fevereiro que vai brotar
Trabalhadora é assim,
Escuta as mesmas palavras de ordem
Trabalhe!! Trabalhe!
Mas não apenas na fábrica
Em casa, ao chegar, mais uma vez:
Trabalhe, trabalhe!
O Filho chora, o neto chame, o marido abusa
Trabalhadora é assim,
Ah, as trabalhadoras
A trabalhadora mulher mãe,
A minha mãe mulher trabalhadora.
Trabalhadora é assim,
Não luto pelo fim do machismo só na minha vida,
Luto pelo fim do machismo na vida de todas as trabalhadoras, mulheres, mães.
Não luto pelo fim da sociedade de classe pelo simples fim da minha exploração,
Luto pelo fim da sociedade de classe por toda classe, com toda classe, sendo classe.
Luto pelo fim dessa mão dupla de opressão e exploração,
Luto para que as trabalhadoras carreguem em suas sacolas
muitos sonhos
Luto sim, por uma sociedade sem exploração.
Dedico a ti minha mãe, e todas as Joceli(s), representando todas as trabalhadoras e trabalhadores do mundo que ão de se unir para essa sociedade mudar!
(Ellen Caroline)
sexta-feira, 14 de agosto de 2015
terça-feira, 21 de julho de 2015
24 em Sanca
Desses 24 que completei no meio do debate
Ouvia palavras de ordem, as pessoas iam pro embate
Contra os corte, queremos condições de trabalho
Era o que dizíamos nós!
Faixas, cartas, revolta!
Estamos ou não indignados?!
A voz da bonita gente ecoava: chega desse descaso!
Ouvia palavras de ordem, as pessoas iam pro embate
Contra os corte, queremos condições de trabalho
Era o que dizíamos nós!
Faixas, cartas, revolta!
Estamos ou não indignados?!
A voz da bonita gente ecoava: chega desse descaso!
Assim se completa mais um ano,
A pergunta: o que eu fiz até os 24?
No meio do caos que está colocado?
Nesse vai e vem de emoções,
sentia o amor de São Carlos!
A pergunta: o que eu fiz até os 24?
No meio do caos que está colocado?
Nesse vai e vem de emoções,
sentia o amor de São Carlos!
Confusa demasiada, só podia entender:
Esses cortes temos que reverter.
Assim completei mais um ano:
Indignada com o mundo
Compartilhando os sonhos
Com esperança
Cheia de bonita gente: as de longe e as de perto
Com o coração transbordando,
perdendo uns pedaços no meio dos percalços,
Mirando a luta em todos os passos.
(Ellen Caroline).
sábado, 20 de junho de 2015
Canto meu!
Gosto de olhar pro lado,
Me impressionar com Che e Frida Kahlo
E com a vaidade dos poemas esparramados,
Com traços decifrados,
Que falam de viver nesse quarto.
Me agrada olhar a pilha ao lado
Tem um tanto do que quero aprender
E depois de confusa demasiada
Me deixa Neruda pra ajudar a entender.
Sinto prazer em olhar pra frente
Miro flores que lembram romances
Vejo o verde e sinto o sol
A lua e nenhum farol.
À esquerda: tudo que amassei e depois você.
O espelho que saca meu sorriso
Meu olhar sacana
E um gesto convencido.
Atrás?!
A cama bagunçada,
A vejo e a lembrança
das vezes que o corpo entra em chamas.
Deixo o cobertor
estirado, pra recordar do meu jeito depois da transa.
(Ellen Caroline)
Me impressionar com Che e Frida Kahlo
E com a vaidade dos poemas esparramados,
Com traços decifrados,
Que falam de viver nesse quarto.
Me agrada olhar a pilha ao lado
Tem um tanto do que quero aprender
E depois de confusa demasiada
Me deixa Neruda pra ajudar a entender.
Sinto prazer em olhar pra frente
Miro flores que lembram romances
Vejo o verde e sinto o sol
A lua e nenhum farol.
À esquerda: tudo que amassei e depois você.
O espelho que saca meu sorriso
Meu olhar sacana
E um gesto convencido.
Atrás?!
A cama bagunçada,
A vejo e a lembrança
das vezes que o corpo entra em chamas.
Deixo o cobertor
estirado, pra recordar do meu jeito depois da transa.
(Ellen Caroline)
Muito prazer, dois poetas
Lençóis do
avesso
Se reviram
como a noite
Suspiros notados,
Olhos apagados
Cair no sono
acordado.
E delirar
enquanto os braços,
Clamam por
força e cuidado.
Fazer de
desentendida
E te
sacanear de desejo
Até o
próximo beijo,
Ou deixar de
ser comedida,
Já que tenho
a faca e o queijo.
Tá bem.
De um jeito
Disfarçado e
com suspiros
equivocados,
Te jogo pro
lado só pra sentir
O toque dos
teus passos.
Abraço teu
sonho e traço
Como minha
meta.
Sabe como é,
fazer amor com
poeta...
(Ellen Caroline e Thálion Mibielli)
domingo, 24 de maio de 2015
Mujer!!
Sua luta é também a minha!
Me pego cotidianamente na tua força para seguir
Me sinto leve como o vento no teu abraço
Forte como uma torrente do teu lado
Me pego cotidianamente na tua força para seguir
Me sinto leve como o vento no teu abraço
Forte como uma torrente do teu lado
Toda a coragem que tenho foi com você que construí
Os limites que superei contigo aprendi
Mais que mãe, és a
minha mulher guerreira.
Os limites que superei contigo aprendi
Mais que mãe, és a
minha mulher guerreira.
Se hoje os meus sonhos são coletivos
É porque na humildade do teu eu me permitiu olhar pro lado e perceber o outro.
Se hoje amo intensamente, é porque me proporcionasse essa intensidade
Se vivo a flor da pele é porque me destes a sensibilidade.
É porque na humildade do teu eu me permitiu olhar pro lado e perceber o outro.
Se hoje amo intensamente, é porque me proporcionasse essa intensidade
Se vivo a flor da pele é porque me destes a sensibilidade.
Se acredito em revolução é porque me mostrasse a falta de sanidade nessa sociedade!
Tu, toda poesia!
A revolucionária cotidiana.
O orgulho dos meus dias!
A revolucionária cotidiana.
O orgulho dos meus dias!
(Ellen Caroline)
terça-feira, 19 de maio de 2015
Um poema pra ti
Tu
Leve e intenso
Desperta o que há de mais
sensível em mim
Provoca um turbilhão
de emoções
Único capaz de abrandar!
Sempre que se vai carrega
um pouco do que sou
Sempre que chega me
deixa um tanto de si!
Estranho esse jeito
de sentir por ti.
Sobrancelhas erguidas
para me proteger do que gostaria de te dizer
Sentimentos dispersos
para não notares que senti
Sempre sei que hora
ou outra tu te vai
Mas nunca se
chegarás.
O que sinto por ti é
tão solto quanto esses versos
Tão forte quanto teu
olhar
Livre igual meus
sonhos
Tão bonito quanto teu
sorriso
Sincero quanto nossas
noites!
Espontâneo quanto meu
e teu eu!
(Ellen Caroline)
(Ellen Caroline)
quinta-feira, 7 de maio de 2015
Gosto dos poemas
Gosto dos que leio
Dos que me causam
Que me decifram
Me entendem!
Gosto de pessoas
Pessoas que são poemas
Que fazem poemas
sentem poesias!
Gosto de momentos
Momentos que me fazem ser poemas
Que me causam o surto poético.
Que me permitem escrever poesia!
Poemas expressam os ápices do sentir
Bons ou ruins dias - sempre poemas
Pessoas que me oferecem alegria ou nostalgia
Sempre poesias!
(Ellen)
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